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Apresentação

Criado em dezembro de 2004, o Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), aprovado e financiado pelo Ministério da Saúde, é um projeto de extensão da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele resulta da unificação de vasta experiência técnico-científica desenvolvida no estado ao longo dos anos no diagnóstico, tratamento, acompanhamento e atenção às pessoas com doença falciforme e pesquisa na área de hemoglobinopatias. O Cehmob-MG tem como principal objetivo promover atenção integral à pessoa com doença falciforme de todo o estado, provendo informação, educação e apoio assistencial.

Dentre as diversas atividades realizadas, o Cehmob-MG coordena projetos multidisciplinares de caráter educacional e social, destinados a pessoas com doença falciforme e seus familiares, elabora materiais educativos, promove capacitação e treinamento para profissionais de saúde de todo o estado, organiza eventos e cursos a distância.

O Centro contribui ainda com estudos inéditos para o esclarecimento de aspectos clínicos e biológicos da doença falciforme, com ações de capacitação em triagem neonatal e tratamento para doença falciforme voltadas para técnicos e especialistas de países africanos em projetos de cooperação internacional e se dedica a pesquisas que tratam particularidades das hemoglobinopatias. Também, para facilitar o acesso à informação, o Cehmob criou o Call Center (0800-7226500), sistema de telefonia gratuito que responde dúvidas básicas e específicas tanto de pessoas com doença falciforme e familiares, quanto de profissionais da saúde e estudantes.

Triagem neonatal

A doença falciforme, de aspecto hereditário, é um dos distúrbios genéticos mais comuns no Brasil e no mundo e atinge principalmente a população negra. Ela resulta de uma alteração genética que afeta as hemácias (glóbulos vermelhos), fazendo com que deixem de ser arredondadas e adquiram o formato de foice, daí o nome falciforme. Com isso, as hemácias, responsáveis por transportar o oxigênio no organismo, se agregam e diminuem a circulação do sangue no corpo, causando diversas alterações, como dores agudas, infecções e anemia.

Em 1998, Minas Gerais implantou de forma pioneira no Brasil a triagem neonatal, popularmente conhecida como teste do pezinho, para a identificação precoce dessa doença e outras hemoglobinopatias. Desde então, até janeiro de 2017, foram triadas mais de 4,7 milhões de crianças para esses casos. Dessas, mais de três mil foram diagnosticadas com a doença falciforme, o que resulta na incidência de um caso para cada 1,4 mil nascidos vivos no estado (conheça mais números).

Cehmobinho, mascote do Cehmob. Foto: Bruna Carvalho.

Cehmobinho, mascote do Cehmob. Foto: Bruna Carvalho.

Parcerias

O Cehmob-MG resulta de parceria entre o Ministério da Saúde, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad), Fundação Hemominas, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA) e Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas).

A união dessas instituições possibilita um melhor apoio a pessoas com doença falciforme a partir da utilização dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) , permitindo acesso a exames e medicamentos e um atendimento personalizado e multiprofissional.