O projeto encaminhado ao Ministério da Saúde, para criação do Cehmob-MG, partiu da necessidade urgente de se organizar um espaço institucional que apoiasse o doente falciforme nas suas mais diferentes demandas. Entre elas, a inclusão social desses pacientes e o auxílio a políticas governamentais voltadas para a saúde da população negra.
Outro fator importante destacado pelo projeto é a análise dos resultados apontados pela triagem neonatal para a doença falciforme, iniciada em 1998, que mostra incidência de um caso para cada 1.400 crianças nascidas em Minas Gerais.
A experiência internacional implantada pelo governo dos Estados Unidos, que obteve êxito com a instalação dos Comprehensive Sickle Cell Center, há duas décadas, serviu de exemplo para a concepção do projeto de criação do Cehmob-MG. Esses centros tornaram-se referências para pesquisas clínicas em doença falciforme.
De acordo com o projeto, o Cehmob-MG se torna um aliado importante no apoio a iniciativas de cooperação internacional, promovendo a articulação entre instituições internacionais e as que compõem o Programa Estadual de Triagem Neonatal (PETN-MG).
Dentre as medidas a serem adotadas pelo Cehmob-MG, o componente educacional foi bastante destacado. A disseminação de informações sobre a doença falciforme a profissionais de saúde, pesquisadores, professores e a população em geral é uma prioridade do projeto. A implantação do centro representa a unificação dos esforços institucionais, formando política única de atuação em Minas Gerais.