A
promoção da educação é um dos pilares
fundamentais do projeto Cehmob-MG, principalmente por ser a doença
falciforme pouco conhecida da população em geral. Para suprir
essa demanda, o Centro desenvolve uma série de ações,
como treinamentos de profissionais de saúde, conscientização
de pessoas com o traço falciforme e familiares sobre a doença, pesquisa e acesso à
informação.
Dessa forma, o Cehmob investe na sensibilização de médicos e enfermeiros, principalmente envolvidos no atendimento de urgência, e no treinamento de familiares dos pacientes, com objetivo de melhorar a atenção às pessoas com doença falciforme. O Centro elaborou também o protocolo de atendimento aos eventos agudos da doença.
Além disso, o Cehmob adota, dentro de educação popular, ações destinadas a valorizar a população negra, que é a mais atingida pela doença falciforme, cuja finalidade é facilitar a aceitação e melhorar a convivência de pacientes e familiares com a doença.
Para facilitar o acesso à informação, o Cehmob criou o Call Center, sistema telefônico gratuito que atende tanto a pacientes e familiares quanto a profissionais de saúde de Minas Gerais. A iniciativa permite a melhora do atendimento e acolhimento às pessoas com doença falciforme.
O Cehmob-MG coordena ainda projetos multidisciplinares desenvolvidos por acadêmicos da UFMG, de caráter educacional e social, destinados ao doente falciforme e seus familiares. Além disso, promove oficinas, produz cartilhas e recebe visitas de profissionais de saúde.
O Centro preocupa-se também em desenvolver novos conhecimentos sobre a doença. Para isso, contribui com novas pesquisas para o esclarecimento de aspectos clínicos e biológicos da doença, além de se dedicar a pesquisas que tratam de aspectos particulares das hemoglobinopatias. Esses estudos representam uma importante ferramenta para a educação e para o atendimento às pessoas com doença falciforme no país.