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O Cehmob-MG iniciou, no final de 2005, um programa de treinamento destinados a profissionais de saúde - médicos e enfermeiros - envolvidos com o atendimento de urgência das pessoas com doença falciforme em Minas Gerais. A iniciativa foi motivada por uma carência verificada no estado em relação ao conhecimento técnico e ao acolhimento dos profissionais oferecidos às pessoas com dessa doença genética.
| Acervo Cehmob-MG |
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| 1° treinamento, em Belo Horizonte |
O programa de treinamento do Cehmob-MG teve como objetivos, em sua primeira etapa, concluída no final de 2006, a capacitação técnica dos profissionais de saúde que atuam no atendimento de urgência em Minas Gerais e a divulgação do protocolo de atendimentos aos eventos agudos da doença falciforme, a fim de que ele seja adotado no serviço de urgência em todo o estado.
Na primeira etapa do programa, foram realizados três treinamentos, que abrangeram as 13 macrorregiões de Minas Gerais. No entanto a iniciativa do Cehmob-MG não ficou restrita ao território mineiro. Ela despertou o interesse de profissionais de outros estados brasileiros, como São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Pernambuco, que puderam acompanhar o treinamento via internet em tempo real.
O primeiro treinamento ocorreu em Belo Horizonte, em 6 de dezembro de 2005, com transmissão simultânea para Montes Claros e Janaúba, no Norte de Minas. Participaram do evento 868 profissionais de saúde, que puderam acompanhar palestras da equipe técnica do Cehmob-MG. O evento abrangeu 126 municípios, sendo 86 da região central e 40 do Norte do estado.
| Vinicius Utsch |
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| O 3° treinamento foi transmitido para Divinópolis |
Os outros dois treinamentos foram realizados em 2006. O segundo ocorreu
em Governador Valadares, no dia 7 de junho, com transmissão simultânea
para Diamantina, Patos de Minas e Teófilo Otoni, e reuniu 791 participantes,
principalmente médicos e enfermeiros. Ao todo foram abrangidos 178
municípios, sendo 18 do Noroeste de Minas, 18 do Vale do Jequitinhonha,
50 do Nordeste do estado e 56 do Leste mineiro.
O terceiro treinamento ocorreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata, no dia
6 de outubro de 2006, com transmissão simultânea para Divinópolis
e Uberlândia, e contou com a participação de 777 profissionais
de saúde. Foram contemplados 465 municípios, dos quais 57
do Triângulo Mineiro, 57 do Oeste, 154 do Sul, 51 do Centro-Sul, 52
do Leste do Sul de Minas e 94 do Sudeste do estado.
Categoria |
1º |
2º |
3º |
Total de treinados |
Médicos |
452 |
224 |
249 |
925 |
Enfermeiros |
349 |
374 |
430 |
1153 |
Outras categorias |
67 |
193 |
98 |
358 |
Total de treinados |
868 |
791 |
777 |
2436 |
O Cehmob-MG participou ainda de mais dois treinamentos que, embora tenham
sido de menor dimensão, foram importantes para a capacitação
de profissionais de saúde no atendimento de urgência para a
doença falciforme. Um deles ocorreu em 23 de novembro de 2006, promovido
pelo Centro de Estudos do PAM, da Regional Leste da Prefeitura de Belo Horizonte,
no Bairro Saudade, em Belo Horizonte.
O evento, que reuniu médicos e enfermeiros, em um total de 32 participantes,
teve como objetivo sensibilizar profissionais de saúde no atendimento
de urgência para a doença falciforme. Na ocasião, houve
a distribuição do protocolo de conduta sobre os eventos agudos
da anemia falciforme e do livreto Viva Vida, do Programa Viva Vida, da Secretaria
de Estado de Saúde de Minas Gerais, contendo diretrizes e recomendações
objetivando a realização de ações de assistência
e cuidado com as crianças nascidas em Minas Gerais.
O
Cehmob participou também do Treinamento em Saúde Bucal, promovido
pela coordenadoria de saúde bucal da Secretaria de Estado de Saúde
de Minas Gerais, em 25 de abril de 2006, em Belo Horizonte. O objetivo do
evento foi capacitar cirurgiões-dentistas que são referência
nas regionais de saúde, para que possam ser os multiplicadores em
todo o estado. A iniciativa reuniu 70 participantes.
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Com o objetivo de discutir políticas de mídias e linguagens
para doença falciforme, 40 profissionais de saúde de diferentes
estados reuniram-se em torno da 1ª Oficina de Políticas de Mídias
e Linguagens para a Doença Falciforme.
O evento ocorreu em 11 de novembro de 2005, na Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Os participantes
fizeram avaliação quanti-qualitativa de materiais já
existentes, principalmente mídias escritas e propostas de outras
mídias. A Oficina contou ainda com a participação de
representantes do Ministério da Saúde.
Durante o evento, foram elaboradas as seguintes propostas:
- O Ministério da Saúde terá um Comitê Técnico
e quantos subgrupos forem necessários para a criação
de compêndios (matrizes) - obra de referência para ser distribuída
entre os profissionais de saúde e instituições interessadas,
tendo como diretrizes os princípios do SUS. Também será
responsável pela revisão e aprovação das matrizes
criadas, que poderão ser diversificadas nos diferentes estilos de
mídias com linguagens precisas, conforme o público-alvo a
ser atingido.
- Os materiais produzidos, devidamente revisados e aprovados, serão
editados e tornar-se-ão protocolos para uso em serviço e contarão
com ambiente eletrônico para consulta.
- O material será produzido institucionalmente pelo Cehmob-MG, ouvindo
as partes interessadas (paessoas com doença falciforme e profissionais) e utilizando mídias
e linguagens adequadas ao universo de cada um. O diálogo deve ser
intenso e o processo de construção contínuo.
- Produção de um vídeo educativo (VHS e DVD), sobre
questões essenciais da doença, que será distribuído
com um kit de informações para as famílias.
- Um vídeo também será produzido exclusivamente para
os agentes comunitários de saúde.
- Buscar alternativas às mídias impressas, como opções
eficazes para a educação em saúde. Utilizar-se da linguagem
oral através do Rádio (rádios comunitárias e
universitárias), considerado de grande alcance, levando-se em conta
o perfil da sociedade brasileira. Valer-se também da performance
(teatro) e de contadores de histórias. O hip-hop também é
uma possibilidade de linguagem de grande penetração, principalmente
entre o público jovem.
- Utilizar fita cassete e CD de áudio para atingir pessoas de pouca
ou nenhuma escolaridade e para alcançar os moradores de zona rural
ou de regiões de difícil acesso aos meios tecnológicos.
- Dentre os materiais a serem produzidos, o “Álbum Seriado”
é um bom subsídio para a educação em saúde,
pois é de fácil manuseio e bem ilustrativo, podendo ser utilizado
facilmente em reuniões comunitárias, principalmente em zonas
rurais.
- Utilizar o canal de televisão Futura (Programa Viva Legal) para
a exibição de programas sobre o tema.
- Utilizar o meio eletrônico para informar sobre a doença falciforme,
criando site, Chat, etc.
- Sugeriu-se um manual específico para a gestante com doença falciforme,
tal questão será vista junto ao Programa de Saúde da
Mulher. Outra opção é a inclusão de um capítulo
sobre a gestante no manual do paciente adulto.
- Incluir capítulo sobre o autocuidado em doença falciforme
em todos os manuais direcionados para as pessoas com doença falciforme.
- Estabelecimento de um programa de educação permanente, com
revisão continuada do material produzido.
Manuais técnicos a serem produzidos
Manual multiprofissional de doença falciforme, incluir a questão
da inserção; social e o capitulo sobre orientação
genética;
Manual de urgências e emergências em doença falciforme;
Manual de doença falciforme para o agente comunitário de saúde;
Manual de saúde bucal em doença falciforme para odontólogos.
Manuais não-técnicos (populares) a serem produzidos
Manual de doença falciforme para os profissionais da educação;
Manual de doença falciforme para a população, com o
objetivo de divulgar a doença;
Manual de doença falciforme para pacientes: um pediátrico
e outro para adulto: o manual direcionado ao adolescente será discutido
ao longo do processo;
Manual sobre o traço falciforme - informações básicas
com enfoque nas questões históricas;
Material sobre a doença falciforme específico para a criança
(livro de história, CD, estudo dirigido, etc.), possibilitando que
a criança seja agente ativa na sua própria história.
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A equipe do Cehmob-MG, mediante agendamente prévio, recebe equipes ou profissionais de saúde interessados em conhecer melhor o trabalho realizado pelo Centro.
Para realizar o agendamento, entre em contato conosco através de nossos telefones, e-mail ou formulário específico.
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A
despeito do acometimento sistêmico da doença, em geral a abordagem
clínica do doente falciforme não exige condutas ou procedimentos
complexos e onerosos. Até o 5º ano de vida - período
de maior ocorrência de óbitos e complicações
graves - os cuidados profiláticos representam a essência do
tratamento.
Desta maneira, o protocolo procura incorporar estes cuidados a uma abordagem
clínica atualizada, principalmente durante a admissão em unidades
de urgência.
Para realizar o download do Protocolo em formato PDF, visite a nossa seção de downloads clicando aqui.
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Durante
o 2º e o 3º Treinamento em Urgências para a Doença
Falciforme, ambos realizados em 2006, foram distribuídas cópias
de uma publicação realizada pela Secretaria de Estado da Saúde
de Minas Gerais. Este documento é uma reprodução, em
formato reduzido, do capítulo original 3.7 - "A Triagem Neonatal
Positiva" da publicação "Atenção à
Saúde da Criança", autorizada pela Secretaria de Estado
de Saúde de Minas Gerais.
Tal publicação foi originalmente editada em 2005 pela SES-MG
e reúne diretrizes e recomendações objetivando a realização
de ações de assistência e cuidado com as crianças
nascidas em Minas Gerais.
Para realizar o download da cartilha Viva Vida em formato PDF, visite a
nossa seção de downloads clicando aqui.
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