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Profissionais destacam na abertura do Encontro a importância de se discutir propostas pela atenção integral à doença falciforme

Belo Horizonte (06/06/07) - “A doença falciforme tem várias faces para mim. No passado, doença falciforme era sinônimo de escuridão, medo, dor, crise, susto e muita desinformação. Hoje, e graças a Deus, que o amanhã sempre vem, vivencio um presente diferente. Existem outros atores, associações, pessoas engajadas, teste do pezinho, Hemominas, Cehmob. Que todos nós façamos parte deste amanhã melhor” (Eliana, paciente com doença falciforme, em apresentação na abertura do Encontro).

Sob esse clima de esperança, construção e cooperação foi aberto nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, o Encontro Mineiro e Fórum Nacional de Políticas Integradas de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme, promovido pelo Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG) e patrocinado pelo Ministério da Saúde.

José Nelio Januario e Mitiko Murao, coordenadores técnicos do Cehmob-MG, destacaram a importância de o evento contribuir para o bem-estar dos pacientes. “Este é um tema complexo, por isso não vamos aqui esgotar o assunto, mas apenas começar a discutir propostas para uma atenção integral às pessoas com doença falciforme”, disse Nelio Januario.

A abertura do evento contou com uma apresentação artística dos usuários e funcionários do Cehmob-MG, e com o lançamento oficial do call center Cehmob-MG Atende, um serviço telefônico gratuito onde pacientes, familiares e médicos podem obter informações e esclarecer dúvidas sobre doença falciforme.

A coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias do Ministério da Saúde Joice Aragão, destacou, na mesa de abertura, que a questão da atenção integral tem avançado e que o evento vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doença falciforme.

“É impressionante como o Brasil tem pessoas tão responsáveis, tão qualificadas e tão comprometidas. E esse trabalho tem nos permitido estar de ponta a ponta e mostrar um Brasil muito especial, principalmente por isso que está acontecendo em Minas hoje”, comemora Joice Aragão.

Outro representante do Ministério da Saúde, Joselito Pedrosa, coordenador-adjunto da Coordenação-Geral de Alta e Média Complexidade, falou sobre a dificuldade de trabalhar na área saúde e no entendimento que pode representar o Encontro. “A vida é dura, mas vale a pena insistir. Apesar das dificuldades dos pacientes e das instituições, temos observado evolução da causa. E essa evolução é representada por este encontro”, observou.

Além dos coordenadores técnicos do Cehmob e dos representantes do Ministério da Saúde, participaram da mesa de abertura: a presidente da Hemominas, Anna Bárbara de Freitas Carneiro Proietti; a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher, Criança e do Adolescente da Secretaria de Estado de Saúde, Marta Alice Venâncio Romanini; a representante da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal, Tânia Marini; a vice-presidente da Federação Nacional das Associações de Doença Falciforme, Nilcéia Alves Gomes; a vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Heloísa Starling; o vice-diretor da Faculdade de Medicina da UFMG, Tarcizo Afonso Nunes.

Anna Bárbara também expressou seus desejos e expectativas para o encontro – “desejo que todos possam compartilhar muito, discutir muito, propor coisas e sair daqui com uma esperança, uma mensagem para seus estados e suas cidades de que vamos melhorar, vamos incrementar o tratamento e continuar aprendendo juntos”.