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Dia de Aninha movimenta o CEAPS e promove integração entre as pacientes

Belo Horizonte (05/06/08) - O Projeto Aninha, iniciativa do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), promoveu na última sexta-feira, 30 de maio, em parceria com o Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (CEAPS), uma série de atividades lúdicas e educativas dedicadas a mães e gestantes com doença falciforme atendidas pelo Núcleo e pela Fundação Hemominas.

A proposta do projeto, que alia em uma só equipe obstetras, hematologistas e outros profissionais de saúde, é acompanhar de perto não só a evolução biológica da gravidez, mas também anseios e mudanças que ocorrem nesta etapa da vida das doentes. A paciente Irani Julia Oliveira, que participou com entusiasmo de todas as atividades realizadas durante o dia, destacou a importância do acompanhamento de sua gravidez pela equipe: “É muito bom saber que quando eu preciso de alguma coisa eu tenho ajuda”.

As pacientes foram recepcionadas por um Buffet de Culinária Saudável para o café da manhã, oferecido pela organização do evento. Logo depois, a partir de uma parceria firmada com o SESC para a cessão de profissionais, as mães participaram de um spa que incluiu corte de cabelo, escova, massagens e higienização de pele. A senhora Maria Auxiliadora Ferreira, paciente da Fundação Hemominas, levou o casal de filhos e adorou a experiência: “Achei o ambiente muito agradável e as atividades me fizeram sentir muito bem”.

A psicóloga Mérupe Romanini, coordenadora do evento pelo CEAPS, destacou o objetivo das atividades realizadas, que buscam envolver cada vez mais as gestantes. “Queremos que as pacientes se sintam cada vez mais bem acolhidas pelo projeto, e por isso essas atividades são importantes para a integração, e ainda nos permite analisar de maneira integral o acolhimento desenvolvido”.

Durante o evento, a obstetra Vanessa Fenelon, do Hospital Odilon Behrens, coordenou uma oficina interativa sobre a relação entre hemoglobinopatias e gravidez, esclarecendo dúvidas das pacientes e alertando em relação aos cuidados necessários durante o período gestacional. Irani, que é acompanhada pelo Projeto Aninha desde os quatro meses de gestação, disse que a proposta do encontro contribuiu para que o espaço se tornasse uma oportunidade para a troca de experiências entre as mulheres, principalmente entre as que já têm seus filhos e as demais. “Conversamos bastante. Foi muito bom saber que muitas de nós passamos pelo mesmo problema e encontramos soluções parecidas”, concluiu.

Sobre o processo de acompanhamento das pacientes, chamado de pré-natal de alto risco, em que os profissionais devem estar atentos para as possíveis complicações orgânicas comuns a este grupo, o diretor geral do Nupad, professor José Nelio Januario, ressaltaram o impacto positivo que o acolhimento pode gerar. “É uma situação de risco, mas basta a prevenção”, afirmou.

Prefeituras e associações de pacientes também participaram

O professor Nelio explicou ainda que a idéia do projeto é criar um sistema modelo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que depois possa ser expandido para outras regiões do estado. Por isso, apontou, as presenças do Coordenador de Atenção à Saúde da Mulher em Belo Horizonte, Virgílio Queiroz, e da referência técnica do Programa Estadual de Triagem Neonatal (PETN-MG) em Contagem, Elci Jaques, foram de extrema importância para que as mudanças que compõem a iniciativa sejam eficientes. “O que o projeto Aninha tem nos mostrado é que essas pessoas não tinham com quem falar sobre o problema”.

A convite da organização do evento, a presidente da Associação de Mulheres com Doença Falciforme do Rio de Janeiro, Bárbara Maia, também compareceu ao Dia de Aninha, e parabenizou a iniciativa: “Esse tipo de acompanhamento que vi aqui, que é bastante diferenciado, é muito bom”.