| Ismael dos Anjos |
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| Maria Flor descansa sob os cuidados dos pais, Helen e Wagner |
Belo Horizonte (03/06/09) - Na última quinta-feira, o CEHMOB-MG (Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias) e o CEAPS (Centro de Educação e Apoio Social do NUPAD) receberam a visita de Maria Flor, filha recém-nascida de Helen Cristina, integrante do Projeto Aninha. Nascida em 16 de maio, Maria Flor foi submetida - na mesma oportunidade, em que completava cinco dias de vida - à coleta de sangue para a triagem neonatal.
Durante a gravidez, Helen e o marido - Wagner Gregory - receberam o acompanhamento multiprofissional propostos pelos protocolos do Projeto - que englobam médicos de diferentes especialidades e outros profissionais de saúde. À respeito dos cuidados que recebeu durante a gestação, Helen assegurou. “As pessoas são muito atenciosas. O que eu mais gostei na assistência foi a terapia, que me deu muito apoio. Toda mulher grávida fica com os nervos à flor da pele, e, depois que eu tirei minhas dúvidas, fiquei bem tranquila, mais calma em relação ao medo do parto e às dores que eu poderia sentir”. Helen também falou sobre a importância que a triagem neonatal e a assistência podem desempenhar em um eventual tratamento da filha para a doença falciforme. “Penso que é ótimo, porque se ela tiver a doença, eu vou saber lidar melhor desde o início, cuidar mais, proteger mais. Tive assistência para saber como lidar com as ocorrências de dor, febre, e, se houver o diagnóstico, até a palpar o baço da Maria Flor as pessoas do Projeto vão me ensinar”.
Milza Cintra Januário, supervisora técnica do CEHMOB-MG e do Projeto Aninha, explicou que uma das questões mais relevantes no caso de Helen foi a ocorrência de parto normal, o que diminui os riscos de complicações. Milza ainda comentou sobre a satisfação em poder conferir de perto o resultado do trabalho de acompanhamento desenvolvido pela equipe. “Acompanhar de perto - com um pré-natal bem conduzido - vale a pena, pois passa, inclusive, mais segurança tanto às gestantes quanto aos médicos que estão acompanhando. E este acolhimento é o diferencial, porque, tão logo a grávida coloca pra nós quais são seus medos, nós explicamos - com a parte técnica - que esses receios podem até ter razão de ser, mas mostramos que ela não está sozinha. Nós, do Projeto Aninha, estaremos junto com ela”.