23 de setembro de 2009
| Divulgação |
Política pública direcionada especialmente para a mulher com doença falciforme, o Projeto Aninha é fruto de uma proposta pioneira do CEHMOB-MG, e foi criado no fim de 2007. Realizado com o apoio do Ministério da Saúde, do NUPAD, da Fundação Hemominas e da Secretaria Estadual e Municipais de Saúde de Minas Gerais, o projeto tem como premissa o respeito às especificidades que existem em relação às gestantes que fazem parte deste grupo de pacientes.
A iniciativa é centrada na atuação de uma equipe multiprofissional voltada para a manutenção da saúde - em todos os aspectos - das mulheres grávidas que pertencem ao Programa Estadual de Triagem Neonatal de Minas Gerais no âmbito da doença falciforme. A equipe de médicos - formada por obstetras, hematologistas e especialistas de outras áreas - e profissionais de saúde do Projeto Aninha acompanha e investiga com proximidade a evolução da gravidez em mulheres que possuem a doença, para que, desta forma, acolhimento e suporte especiais às necessidades e anseios destas gestantes possam ser prestados.
Esta preocupação fundamenta-se no princípio de que, além das transformações físicas, mentais e sociais geralmente comuns entre as mulheres durante este período da vida, as Aninhas ainda estão sujeitas a complicações orgânicas diversas, decorrentes de características da enfermidade. Por essa razão, a atenção integral à saúde deste grupo - classificada como pré-natal de alto risco - é considerada como uma estratégia imprescindível para a prevenção de intercorrências que possam significar riscos à saúde destas mulheres.
Assim, em consonância com a premissa de promover a educação e informação dos profissionais de saúde, que faz parte dos ideais do CEHMOB-MG, o Projeto ainda engloba a realização de pesquisas científicas baseadas nos dados apreendidos sobre as condições de saúde que são comuns a este grupo de mulheres. Desta forma, com a geração de novos conhecimentos em relação ao período de gestação das pacientes, os critérios para atendimento, cuidado e acolhimento das Aninhas passam por um processo contínuo de aprimoramento que visa, sempre, o bem-estar das participantes do Projeto.
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