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Participação popular nas políticas de saúde é tema de painel durante o Simpósio

04 de outubro de 2009

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Altair Lira: "É preciso promover o atendimento ao paciente de forma acelerada"

Conhecer, conviver, viver. Com esses três verbos, o presidente da Federação Nacional das Associações de Doença Falciforme (Fenafal), Altair Lira, finalizou o painel “Participação e Controle Social na Doença Falciforme”, apresentado durante o Encontro Pan-Americano para Doença Falciforme da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)/OMS, que acontece até este domingo em Belo Horizonte - antecedendo o V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias.

Segundo Altair Lira, em 2010 completa-se um século de conhecimento da doença falciforme. “Apesar disso, ainda temos que evoluir em muitos aspectos. É preciso promover o atendimento ao paciente de forma acelerada”. Durante o painel, Lira fez questão de lembrar, ainda, a necessidade de se estimular a participação das pessoas afetadas pela doença falciforme por meio de associações. “Elas são importantes instrumentos para disseminar informações corretas à sociedade e acabar de vez com os mitos que cercam a doença e os portadores dela”, explicou.

O presidente da Fenafal lembrou que, para que o controle social das políticas públicas em saúde seja eficiente, se requer um novo tipo de comportamento de todos os envolvidos: gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e usuários. “É preciso deixar de ver o portador de doença falciforme apenas como um objeto de pesquisa, pois essas pessoas devem ter o direito de opinar nas políticas de atendimento em saúde”.

Entre os debatedores do painel, também estiveram presentes as assessoras da Opas no Brasil, Cristina Torres Parodi e Micheline Mainers, assim como o diretor técnico da Hemorrede de São Paulo, Frederico Carbone Filho. Frederico, inclusive, afirmou que não adianta criar associações se elas não tiverem reconhecimento e apoio governamental. “A representação civil é indispensável, e os governos devem permitir a representação popular na formulação das estratégias e na fiscalização das políticas de saúde”, enfatiza.

Dentro da programação de painéis que compôs o Encontro Pan-Americano para Doença Falciforme, foram discutidas ainda as últimas propostas para validação do primeiro documento-modelo de políticas para o controle e prevenção da doença falciforme - material que começou a ser redigido em outubro de 2008, quando um grupo de especialistas teve a incumbência de analisar a situação regional e definir o conteúdo. De acordo com Micheline Mainers, a validação do documento tem como objetivo “compartilhar as recomendações para a doença entre os países membros da Opas, estimulando-os a construir a participação popular com essa iniciativa”.


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