05 de outubro de 2009
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| Para Ana Palmira, presidente da Femidfal (centro), o sistema público precisa tomar consciência das discussões promovidas durante o Enafal |
Com a expectativa de inspirar a formulação de diretrizes de saúde pública para a atenção integral às pessoas com doença falciforme, foi encerrado, no último domingo, o Encontro da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Enafal). Unindo informações técnico-científicas sobre a patologia à discussão sobre o controle social e os direitos das pessoas com doença falciforme, o Encontro evidenciou experiências e projetos representativos para a atenção integral ao paciente, além se beneficiar da participação de especialistas convidados para o V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias e para o Encontro Pan-Americano para Doença Falciforme.
Para o diretor administrativo da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal), Nadir Amaral, todas as questões abordadas têm importância dentro do contexto da doença falciforme. “Há uma carência muito grande de informações e uma divergência em relação a procedimentos médicos, aos cuidados, ao aconselhamento, e ao envolvimento com o paciente; e este é o momento em que conseguimos unificar as informações. Por isso esse evento é muito importante”, declarou.
Contando com a presença de associações de pessoas com doença falciforme de vários estados brasileiros e de representantes do controle social de alguns países africanos, o evento foi marcado pela amplitude de temas debatidos, procurando abarcar diversas questões relativas às pessoas com doença falciforme. “Para nós do controle social, que representamos a comunidade e o cidadão, foi muito importante o Encontro neste nível em que o controle social e a parte científica mundial estão presentes para discutir nossos anseios, nossas dificuldades, nossas necessidades, e para que aprendamos sobre os avanços internacionais sobre a doença”, afirmou a presidente da Federação Mineira das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Femidfal), Ana Palmira Soares dos Santos.
A representante da Federação Mineira destacou, ainda, a importância do evento para fortalecimento das associações, principalmente daquelas que estão se formando mais recentemente - como a Femidfal, criada em agosto deste ano -, através da interação entre os representantes do controle social e da troca de experiências que podem servir de base para a formulação de políticas públicas de atenção integral às pessoas com doença falciforme. Nessa perspectiva, o diretor da Fenafal, Nadir Amaral, ressalta a necessidade da difusão de informações nesse processo – “esse evento é importantíssimo em termos de informação, e o sistema público precisa tomar consciência do que está acontecendo aqui, pois é daqui que vão sair as diretrizes do SUS”.
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