05 de outubro de 2009
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| O Simpósio conta com representantes de 24 países e de todos os estados do Brasil |
Começou oficialmente na noite deste domingo, em Belo Horizonte, o V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, organizado pelo Centro de Educação e Apoio Para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG) - órgão que reúne a Universidade Federal de Minas Gerais, por meio do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) e a Fundação Hemominas - e promovido com o patrocínio oficial do Ministério da Saúde. Com a participação de pesquisadores, especialistas e profissionais de saúde de 24 países e de todos os 27 territórios brasileiros, o evento se estende até a próxima quarta-feira, dia 07 de outubro.
Marcada pela multiculturalidade, a cerimônia de abertura do V Simpósio foi marcada por três dos principais aspectos que envolvem a promoção do evento: a necessidade de promoção de atenção integral à saúde da pessoa com doença falciforme, o financiamento das atividades ligadas ao tratamento e acompanhamento para a doença e a abrangência das questões ligadas à enfermidade, considerada um problema de saúde pública no Brasil e em grande parte do mundo. Entre as autoridades presentes, destaque para o Ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), para o coordenador da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados, Guilherme Genovez e para o presidente da Sickle Cell Foundation (Fundação para Doença Falciforme) de Gana, Kwaku-Ohene Frempong.
Diretor geral do Nupad e coordenador do evento, o professor José Nelio Januario foi contundente ao abordar os desafios concernentes ao tema do V Simpósio. “Temos de fazer muito mais do que temos feito para propiciar qualidade de vida às pessoas com doença falciforme, e precisamos sim de nos apropriar, desde a atenção básica, do conhecimento científico que este evento proporcionará. Não há mais espaço para a omissão”. Coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias do Ministério da Saúde, Joice Aragão corroborou a afirmativa, e ainda se confessou emocionada pela realização e amplitude do evento. “O Brasil tem uma grande dívida social com esta população, e temos de cumprir esse compromisso de vida com o povo brasileiro. Temos uma rede que é considerada um marco mundial para doença falciforme - o que é uma grande vitória - mas ainda com muitos caminhos a percorrer”.
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