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Avanços das resoluções de Fórum Nacional de 2007 ganham destaque no V Simpósio

06 de outubro de 2009

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A assistente social Valéria de Abreu e Silva reafirmou a importância da divulgação da patologia entre os profissionais da saúde e da educação

“Resoluções do Fórum Nacional de Políticas Integradas de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme: o que avançamos?” foi o nome de uma das palestras da mesa redonda “Doença Falciforme e níveis de cuidados: responsabilidades no contexto do SUS e direitos no trabalho, educação e previdência social”, realizada na tarde do dia 5 de outubro. Segundo a palestrante Valéria de Abreu e Silva, supervisora técnica do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), os avanços após o Fórum, realizado em 2007, são expressivos e mostram como o governo vem apoiando políticas voltadas para pessoas com doença falciforme.

Durante o Fórum Nacional, foram apresentadas propostas com o objetivo de sustentar a implementação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme. De acordo com Valéria, a área ligada a trabalho e emprego avançou de forma significativa porque já possui iniciativas concretas. “Já temos um cartaz que será distribuído para sindicatos de todas as categorias, para as Delegacias Regionais do Trabalho, para os Centros de Referências à Saúde do Trabalhador etc. Também estamos terminando o desenvolvimento do Manual do Médico do Trabalho, além de conseguirmos a inclusão do curso de Cuidadores de Pessoas com Doença Falciforme no Plano Setorial de Qualificação (PLANSEQ) do Ministério do Trabalho”, ressaltou.

“Posso trabalhar convivendo com a doença falciforme. Minha condição não diminui minha competência” é a frase que vem em destaque na apresentação, e que demonstra a realidade com que o mercado de trabalho trata as pessoas com a doença. “As instituições precisam saber que esse paciente pode trabalhar normalmente”, afirmou Valéria.

Junto com os cartazes também serão encaminhados um folder e um ofício explicativos. A supervisora do Cehmob-MG falou ainda sobre a importância do Manual do Médico do Trabalho, que leva esclarecimentos essenciais sobre o que é a doença. A intenção é evitar que, no momento de um exame médico de uma seleção de emprego, o paciente seja barrado. Já o curso de cuidadores, segundo Valéria Abreu, contará com 3 mil vagas, distribuídas em 33 cidades do Brasil, e será organizado pela Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes (Fenafal).

Mesmo com tantos avanços, de acordo com Valéria, ainda existem desafios que precisam ser superados. “Acho que os profissionais da saúde e da educação precisam ter mais conhecimento sobre a patologia. Por exemplo, incluir a doença falciforme nos currículos escolares seria importantíssimo”, concluiu a profissional. Outro ponto destacado é o acesso restrito à qualificação profissional para as pessoas com a doença - essencial para sua inserção no mercado de trabalho.

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