06 de outubro de 2009
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| O jamaicano Marvin Reid destacou que, apesar das diferenças entre os países, a cooperação internacioanal é possível em vários níveis |
Destaque na programação da última segunda-feira, dia 05, no V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, a mesa redonda “Esforços de cooperação internacional em doença falciforme” trabalhou, em diálogo com a forte presença internacional do V Simpósio, a necessidade de consolidação e ampliação das redes mundiais de cooperação para a implantação de centros de assistência integral à pessoa com doença falciforme - como também a assistência às outras hemoglobinopatias e às pesquisas.
Primeiro palestrate, o jamaicano Marvin Reid apresentou o tema “A Doença Falciforme no Caribe e a Cooperação Internacional”, em que montou um panorama sobre desafios e os avanços nas pesquisas, no diagnóstico e no tratamento da doença em 11 países da região, além de apontar as oportunidades para a realização de cooperação. “Apesar das diferenças entre esses países, tais como geografia, tamanho populacional e idiomas diferentes, a cooperação internacional é possível em vários níveis, como o do aconselhamento genético e o da triagem neonatal”, afirmou Reid. Durante a fala, Reid afirmou que o país mais problemático na região é o Haiti, pois a saúde pública como um todo é um desafio e, nesse sentido, apresentaria maior possibilidade para cooperações internacionais, já que necessitam de infraestrutura básica.
Componente da mesa redonda, o diretor geral do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/FM/UFMG), José Nelio Januario, ministrou palestra sobre o tema “Cooperação Brasil e países do oeste africano”. Segundo Nelio, o primeiro contato para a construção de cooperações com países africanos aconteceu durante um simpósio de doença falciforme em Dakar, Senegal. Na ocasião, Joice Aragão de Jesus, coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme do Ministério da Saúde do Brasil, iniciou os primeiros contatos para as cooperações técnicas e, atualmente, o país já mantém entendimentos de cooperação com Angola, Benin, Cabo Verde, Gana, Guiné-Bissau e Senegal. De forma geral, Nelio ressaltou que o “futuro é, sob o ponto de vista da cooperação brasileira, promissor”.
A apresentação foi encerrada com a apresentação do especialista francês Jacques Elion, que estimou em 7.500 o número de pacientes na parte continental do país europeu, e em 2.500 o número de pessoas com doença falciforme nos demais territórios franceses - Guadalupe, no Caribe, é o país que apresenta a maior prevalência. Elion enfatizou, ainda, as parcerias internacionais que a França mantém com Arábia Saudita, Índia e, principalmente, com os países africanos de língua francesa.
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