Notícias | Padre Egídio doa cães e gatos da sua granja a uma ONG de proteção animal

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Padre Egídio doa cães e gatos da sua granja a uma ONG de proteção animal


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Padre Egídio doa cães e gatos da sua granja a uma ONG de proteção animal

Um padre da cidade de João Pessoa, na Paraíba, solicitou a doação de cerca de 20 cachorros e 10 gatos ao Ministério Público após não ter mais condições de arcar com as despesas dos animais. O advogado do padre explicou que os animais estavam sendo acompanhados por um veterinário, mas essa assistência não poderá continuar. A defesa ressaltou que os animais não devem ser considerados apenas “bens”, pois trata-se da vida de seres vivos.

A granja do padre, que foi alvo de uma operação policial investigando desvios de recursos públicos do Hospital Padre Zé, continha artigos de luxo, incluindo móveis, eletrodomésticos e um canil de cães de luxo. Um caseiro confirmou que o imóvel pertencia ao padre, mas ele não frequentava o local há algum tempo.

O padre está sob investigação por suposto esquema de desvio de verbas do Hospital Padre Zé, do qual era ex-diretor. A investigação aponta para uma relação confusa entre os patrimônios do religioso e da instituição hospitalar, incluindo aquisição de imóveis de alto padrão com recursos do hospital, que recebe verbas públicas.

A operação “Indignus” contou com a participação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público estadual, da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança e da Defesa Social, da Secretaria de Fazenda e da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba.

Uma operação desencadeada recentemente investiga possíveis desvios de recursos públicos no Hospital Padre Zé, localizado em João Pessoa. Além do hospital, as irregularidades também ocorriam no Instituto São José e na Ação Social Arquidiocesana, entidades que eram administradas pelo padre Egídio. A investigação aponta para a prática de crimes como organização criminosa, lavagem de capitais, peculato e falsificação de documentos.

A investigação teve início após o furto de mais de 100 aparelhos celulares no Hospital Padre Zé, que ocorreu em agosto. Uma denúncia anônima relatando outras irregularidades na gestão do padre Egídio foi feita ao Ministério Público da Paraíba em seguida. Uma força-tarefa foi então montada para investigar as suspeitas. Durante a operação ‘Indignus’, o padre Egídio, a ex-tesoureira Amanda Duarte e a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas foram presos. Amanda cumprirá prisão domiciliar e Jannyne irá para o Presídio Júlia Maranhão. As defesas pretendem recorrer aos tribunais superiores, alegando irregularidades nos mandados de prisão.

O Hospital Padre Zé, após avaliar sua situação financeira, operacional, funcional e contábil, constatou inúmeras dívidas que afetam seu funcionamento. Para esclarecer a situação, foi solicitada uma ampla auditoria às autoridades competentes.






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