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Projeto Atenção Especializada

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O Projeto Atenção Especializada (PAE): Organização de Protocolos e Fluxos Assistenciais na Atenção Especializada para Doença Falciforme em Belo Horizonte é um projeto de extensão desenvolvido pelo Cehmob-MG e se encontra em execução desde fevereiro de 2013. Ele tem como objetivo principal gerar conhecimento sobre as diversas especialidades médicas envolvidas no atendimento à pessoa com doença falciforme para a elaboração de protocolos de atendimento a serem utilizados na rede assistencial de Belo Horizonte e, posteriormente, no estado de Minas Gerais.

Histórico

Desde 1998, com a realização da triagem neonatal para a doença falciforme, conhecida popularmente como teste do pezinho, tornou-se evidente a alta incidência da doença no estado, com o registro de um caso para cada 1,4 mil nascidos vivos. Com isso, mais pacientes diagnosticados passaram a buscar a rede assistencial nos três níveis de atenção à saúde: atenção primária à saúde (APS), representada pela rede básica e ações de prevenção e assistência; atenção secundária, com os hemocentros, clínicas especializadas, rede de urgência e emergência; e a atenção terciária, que compreende a assistência hospitalar e a alta complexidade.

A pessoa com doença falciforme, assim como aqueles que têm outras enfermidades, tem direito ao atendimento nos três níveis de atenção à saúde. Porém, na maior parte das vezes, ele é percebido como responsabilidade apenas dos hemocentros, o que faz com que os demais níveis desconheçam ou mesmo ignorem a enfermidade. Assim, prioriza-se a atenção secundária em detrimento de uma atenção integrada, vinculada à rede básica de saúde.

Diante dessa realidade, o PAE busca organizar o fluxo de atendimento dos pacientes nas diferentes especialidades da atenção secundária, assim como trabalhar o vínculo destes com a APS.

A equipe de médicos especialistas do projeto é formada por profissionais do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA-BH), da Fundação Hemominas e do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad). Integram-se também, na área de gestão e assistência do projeto, outros profissionais de saúde como psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. 

Especialidades Envolvidas

Dentre as especialidades envolvidas estão:

  • Oftalmologia
  • Ortopedia
  • Nefrologia
  • Cardiologia
  • Ecocardiografia
  • Neurologia
  • Pneumologia
  • Gestação de alto risco
  • Aconselhamento reprodutivo

Além dos profissionais, o projeto conta com a participação de estagiários dos cursos de Medicina, Psicologia e Gestão de Saúde. Os estudantes acompanham os pacientes junto aos especialistas e atuam na manutenção do sistema operacional, criado para controle das informações geradas ao longo do projeto (leia depoimentos de estudantes integrantes do PAE).

O Projeto Atenção Especializada é financiado pelo Ministério da Saúde e resulta da parceria entre Nupad, Hospital das Clínicas da UFMG, Fundação Hemominas e SMSA-BH. Conta também com a colaboração da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas), SES-MG e Secretarias Municipais de Saúde de outros municípios.

Métodos


Em um período de dois anos, os profissionais do projeto irão atender e acompanhar as pessoas com doença falciforme a partir do fluxo já existente e regulado pela Central de Marcação de Consultas da SMSA-BH (SISREG):

  • As consultas e exames especializados continuam a ser agendados pela Unidade Básica de Saúde (UBS), para garantir a assistência integral.
  • Frente a um encaminhamento no qual o médico informar tratar-se de pessoa com doença falciforme, cabe à SISREG a marcação do atendimento com os especialistas do projeto.
  • O Nupad, parceiro do projeto, atua como interlocutor entre a Fundação Hemominas e a UBS para informar e orientar os profissionais da equipe de saúde da família sobre a importância do exame ou consulta solicitados, assim como a necessidade de acompanhamento do paciente pela APS.
  • Com essas ações, reforça-se o vínculo entre o paciente e a APS, com a disseminação do conhecimento sobre a doença e a integralidade do atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir do conhecimento adquirido, serão elaborados protocolos clínicos para utilização em Belo Horizonte e em todo o estado. Além de contribuir para a formação dos profissionais, os documentos atenderão à complexidade e diversidade da apresentação clínica da doença no Brasil. 

Demais objetivos


  • Identificar centros/serviços de referência da rede assistencial com condições técnicas de atender às demandas especializadas para os pacientes.
  • Contribuir com a gestão municipal na adequação do sistema de encaminhamentos do paciente com doença falciforme na atenção especializada.
  • Criar sistema de informação, com banco de dados via web, que permita os médicos conversarem entre si. O sistema deve controlar o fluxo de encaminhamento dos pacientes, as informações da doença e a organização de serviços.
  • Promover estudos para a elaboração de protocolos assistenciais e outros documentos técnicos.
  • Promover estudos/pesquisas dentro de cada especialidade para formação de conhecimento específico e aperfeiçoamento de protocolos já existentes.
  • Identificar junto à SES-MG referências científicas e assistenciais no âmbito estadual para estender as ações do projeto quando de seu término.